União das Freguesias presente em seminário sobre alterações climáticas e eventos extremos

O cine teatro Francisco Ventura foi palco de um seminário sobre alterações climáticas e eventos meteorológicos extremos que reuniu alguns dos maiores especialistas da matéria, entre os quais a Força Especial de Proteção Civil, hoje com 215 elementos e a caminho de integrar uma nova recruta (passando para 276 operacionais). Germano Porfírio, presidente da União das Freguesias de Gavião e Atalaia, esteve também presente.
Aberto pelo presidente da Câmara Municipal de Gavião, organizadora do evento através do seu gabinete de proteção civil, o seminário confirmou a necessidade de encontrar respostas e de investir em meios para fazer face a situações cada vez mais frequentes, como aconteceu recentemente na sequência de um comboio de tempestades que afetou também o concelho de Gavião.
Os alunos do curso profissional de proteção civil do agrupamento de Escolas de Gavião também não faltaram e deram um excelente apoio ao seminário organizado por Bruno Marques, coordenador da Proteção Civil de Gavião.
Rui Salgado, da Universidade de Évora, apresentou uma visão integrada sobre alterações climáticas e catástrofes naturais, apresentando dados sobre a evidência de um período excepcional de aumento de temperaturas.
Manuela Salgado, da APA, falou de monitorização hidrológica e disse que a cheia no Alamal decorreu de uma descarga excepcional dos afluentes do Tejo que as barragens não conseguiram controlar, acabando por referir que urge não construir em níveis de cheia mesmo que no limite destes, respeitando o que dá pelo nome de ordenamento do território.
Nuno Lopes, do IPMA, abordou o tema dos fenómenos meteorológicos extremos e revelou a dificuldade que existe muitas vezes para prever eventos extremos.
A manhã foi encerrada com intervenções de Hugo Alcântara, jornalista da SIC, a propósito do papel dos órgãos de comunicação em situações de crise, e de Rui Conchinha, comandante sub regional da Proteção Civil do Alto Alentejo.
De tarde, José Ribeiro, segundo comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, detalhou o que aconteceu na resposta da equipa portuguesa em Valência, em 2024.
E o tenente da GNR Ricardo Fernandes explicou como esta força também está envolvida na resposta a situações críticas, destacando o papel das brigadas de montanha.
Pedro Caldeira, sub comandante da Força Especial de Proteção Civil, que tem base central em Almeirim, fez a demonstração da resposta desta força em diversas situações, com destaque para o cenário da devastação em Leiria.
Pedro Caldeira revelou também como a Proteção Civil ao usar drones e ao recorrer ao starlink conseguiu prever o colapso da A1 em Coimbra.
A terminar, numa mesa moderada por Fernando Delgado, vereador da Câmara Municipal de Gavião e comandante dos Bombeiros Voluntários de Gavião, Simão Velez, comandante dos dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Sor, precisou a resposta dos bombeiros de Portalegre a situações de meteorologia adversa, com uma perspetiva de passado, presente e futuro.





